As relações entre a Rússia e a China atingiram um “nível sem precedentes”, nas palavras do presidente russo Vladimir Putin. Por que Rússia e China consolidaram esse novo arranjo? Primeiro, eles se uniram devido a pressão de longo prazo dos Estados Unidos e seus aliados que buscam desestabilizar a soberania tanto da China quanto da Rússia. Em segundo lugar, os Estados Unidos tentaram fazer com que a China renunciasse suas vantagens econômicas em relação às empresas americanas, o que levou à atual guerra comercial. Após a expulsão da Rússia do G8 e das sanções ao país, a Rússia, que procurava fazer parte da Europa desde a queda da URSS, voltou-se para a Eurásia, em particular para a China. Buscando romper com  a dependência dos mercados ocidentais, a China experimentou esquemas de pagamento de transferências dentro do país para aumentar a demanda doméstica e começou a desenvolver novos mercados. Nas últimas duas décadas, a China vem buscando abertamente a criação de uma ordem mundial multilateral para equilibrar a ordem unilateral produzida pelo Ocidente após a queda da URSS. Nesse contexto, uma guerra híbrida liderada pelos EUA continua a tentar impor seu domínio na região, o que só tem feito Rússia, China e seus aliados regionais se aproximarem mais e mais.

Leia mais

 

Nas Ruínas do Presente é apresentado os desafios que são postos pela globalização e o que estes desafios produzem em nossa sociedade. A primeira tentativa de resolver os problemas da globalização foi o neoliberalismo. Falhou. Em seguida veio o populismo cruel, que se expressa em termos estreitos e odiosos. Ele também falhará. A esquerda está fraca – diluída pela globalização. A necessidade do momento é a recomposição da esquerda, para que se torne uma força vital para uma humanidade frágil.

Globalização e sua alternativa expõe a avaliação de Samir Amin do conceito de globalização, bem como seu conceito de “desvinculação”; isto é, para o Terceiro Mundo forçar o imperialismo a aceitar suas condições e a ser capaz de conduzir sua própria política. A perspectiva de Amin nos ajuda a entender a atual crise do capitalismo e a imaginar um mundo baseado em uma agenda do povo, multipolar e internacionalista, ao invés de um mundo impulsionado pelo capital global.

Matérias primas minerais são necessárias em nossas vidas, mas quando essa vida se vê ameaçada por essas necessidades estruturais, é hora de começar a fazer perguntas. Por que 60% das empresas de mineração possuem suas sedes no Canadá? Nesse apontamento, damos detalhes financeiros de dez empresas mineradoras canadenses. Dados que se transformam em crimes corporativos quando lidos juntos com as mais horrendas violações cometidas – globalmente – por essas corporações. A acumulação de riquezas baseia-se em uma perversa indiferença à vida humana.

Diante das crescentes políticas neoliberais, o movimento da classe trabalhadora na Índia realizou grandes greves gerais. Nosso 18º dossiê  traz uma entrevista com K Hemalata, presidenta da Central de Sindicatos Indianos – discute a estrutura da força de trabalho indiana, os desafios diante do movimento sindical e a militância operária.

A moderna economia global, essencialmente, garante a contínua espoliação de lucros e ativos naturais de países ricos em recursos, mas pobres em capital, facilitando o enriquecimento da elite econômica global e das Corporações Transnacionais, às custas dos países em desenvolvimento. Para elaborar os temas de pilhagem corporativa, nacionalismo de recursos e formas de gestão de recursos centradas nas pessoas, o Instituto Tricontinental de Pesquisa Social conversou com Gyekye Tanoh, chefe da Unidade de Economia Política na Rede do Terceiro Mundo-África com sede em Acra (Gana).

Este dossiê traça a História da produção gráfica na Cuba pós-revolucionária, particularmente por meio da OSPAAAL. Cuba, que havia sido a queridinha do imperialismo estadunidense, buscou seu próprio caminho rumo ao socialismo. Entre as heranças obtidas pela revolução estavam bem desenvolvidos meios de comunicação de massa, com mão de obra treinada nos EUA. Do dia para a noite, esses especialistas e estudantes de arte se tornariam os artistas gráficos da Revolução Cubana. Assim como esses artistas, é imperativo que os trabalhadores da cultura, hoje, aproveitem seus conhecimentos para que sonhemos e possamos construir um mundo que não seja apenas possível, mas necessário.

Como a maior floresta tropical do mundo, a área mais rica em minerais e a principal reserva biogenética do planeta, a Amazônia está entre os territórios mais desejados pelo capital global. À medida que o ataque contra a Amazônia avança sob o governo de direita de Jair Bolsonaro, analisamos o avanço do capital na região, fornecendo uma visão do âmbito internacional e nacional dos projetos de mineração e agronegócio, conflitos agrários e a devastação da biodiversidade, bem como como os desafios que enfrentam os povos.

O Novo Intelectual fornece uma breve avaliação da Batalha de Ideias, de Fidel Castro, e da tarefa que está diante dos novos intelectuais em nosso contexto político atual, a fim de construir um mundo onde nossa capacidade produtiva nos enriqueça. É essencial que participemos dos debates sobre como seria uma sociedade transformada. Uma vez que as pessoas estejam organizadas para pressionar por um novo sistema mundial, qual a estrutura de políticas que precisa ser adotada? É aqui que os intelectuais devem colocar seu coração e alma em ação.