Sucesso de candidatos ligados à Igreja não se deve somente ao aumento do número de fiéis na sociedade brasileira. O avanço dos evangélicos sobre na política responde a um projeto de poder, instigado pelos líderes religiosos e em aliança com a direita brasileira.


A democracia foi algemada pelo poder capitalista. Se a soberania política levasse em conta apenas os números, os trabalhadores e os camponeses, os pobres urbanos e a juventude seriam representados por pessoas que colocariam seus interesses em primeiro lugar.


Durante seminário que antecede a reunião de Cúpula dos Brics, em Brasília, lideranças populares debateram a natureza da escalada autoritária no mundo.


Assim como os recentes debates globais na Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU) e as queimadas na Amazônia promovidas pelo agronegócio e incentivadas pelo governo brasileiro, o dossiê chama atenção para o modelo predatório do capitalismo e as graves consequências ambientais na crise agrária indiana.


“Esses cortes inviabilizam na prática a execução de políticas públicas, inclusive as constitucionalmente garantidas, como a do estado oferecer educação para crianças e jovens em idade escolar e o acesso a saúde por meio do SUS, o que abre brechas para o aumento da privatização nesses setores”, explica a economista Olivia Carolino.