O Observatório da Financeirização tem o objetivo de criar condições para uma reflexão coletiva sobre o processo de financeirização da economia mundial e seus impactos na economia brasileira. Pesquisadora responsável: Olívia Carolino.


A crise pela qual passa a educação brasileira não tem precedentes históricos. A Covid-19 agravou problemas estruturais que já existiam, a exemplo do racismo. Apesar do agravamento da pandemia, os governos continuam insistindo em reabrir as escolas. Enquanto isso, os recursos são cada vez mais escassos. O que se vê são sucessivos cortes no orçamento deste ano e perspectivas de redução do orçamento do ano que vem. Enquanto o governo aposta em implementar as escolas cívico-militares, as instituições bancárias jogam suas fichas na educação financeira. Para o capital, a crise produz novas oportunidades.


Levantamos três hipóteses que buscam explorar as contradições da crise vivenciada nesse período de pandemia e algumas situações que, de forma muito embrionária, podem apresentar tendências de desaceleração da alienação, com a retração e as restrições do isolamento social experimentada por parte da classe trabalhadora.


No Brasil, está sendo forjado um consenso pela reabertura das escolas. A principal preocupação do governo federal parece ser o corte de gastos na educação, enquanto apostam numa política segregacionista à educação especial e na ampliação das escolas cívico-militares. O Censo da Educação Superior de 2019 demonstra o enorme crescimento da rede privada e do ensino à distância, apesar das instituições públicas continuarem se notabilizando pela qualidade do ensino e da pesquisa.


Esta cartilha apresenta informações básicas sobre as oito empresas privadas de capital aberto que atuam no setor educacional, com o objetivo de compreender um pouco mais a dinâmica do capital em sua fase financeirizada e como ele se insere na educação brasileira.