A Pesquisa dos Neopentecostais na Política tem o objetivo de entender quais são as principais motivações (objetivas e subjetivas) que levam as pessoas a seguirem as igrejas neopentecostais, os métodos utilizados por essas lideranças para atrair e manter o crescimento constante do número de fiéis e quais lições a esquerda deveria aprender com esse fenômeno. Pesquisadores responsáveis: Angélica Tostes, Delana Corazza e Marco Fernandes.


O debate sobre manter ou não as igrejas fechadas continua; o projeto de poder das grandes denominações religiosas segue em curso e candidatos à prefeitos travam disputas nas redes sociais; reportagem desvenda site de uma das maiores empresas de mídia evangélica especializado em notícias falsas; caso da criança violentada e constrangida publicamente por realizar um aborto gera debates incansáveis de grupos evangélicos e cristãos sobre a necessidade de enfrentamento do fundamentalismo religioso.


Templos da Igreja Universal do Reino de Deus em Angola estão sendo investigados; bancada evangélica mostra sua força política na escolha da nova direção do MEC; evangélicos se articulam para barrar punição ao abuso de poder religioso nas eleições; governo Bolsonaro patrocinou propaganda da reforma da Previdência em canais infantis, religiosos e investigados pela Justiça.


Bolsonaro se aproxima ainda mais de sua base evangélica, em um momento em que o governo está enfraquecido e busca aproximação com o centrão, bloco fisiológico de partidos que reúne, entre suas lideranças, parlamentares ligados às frentes religiosas cristãs.


O culto online foi a resposta possível que as igrejas evangélicas construíram para manter a relação entre pastores e comunidade; porém, a necessidade da igreja para os trabalhadores periféricos vai além das palavras pregadas, já que não abarca as demandas subjetivas da classe empobrecida.