Em abril, a ONU alertou que o número de pessoas com fome aguda em todo o mundo dobraria devido à Covid-19 até o final de 2020. Pouco se falou sobre o fato de que não se trata de uma crise de produção de alimentos – já que temos alimentos suficientes no mundo para alimentar toda humanidade -, mas uma crise decorrente da desigualdade social. A concentração de poder em um punhado de conglomerados do agronegócio favorece o lucro em vez da preocupação com a humanidade.

Documentos de Trabalho

Nas Ruínas do Presente

Nas Ruínas do Presente é apresentado os desafios que são postos pela globalização e o que estes desafios produzem em nossa sociedade.
Apontamentos

10 empresas canadenses de mineração: detalhes financeiros e violações

Matérias primas minerais são necessárias em nossas vidas, mas quando essa vida se vê ameaçada por essas necessidades estruturais, é hora de começar a fazer perguntas.

Estudos

A China e o CoronaChoque

Esse é o primeiro de uma série de estudos sobre o CoronaChoque, cada um com várias partes.
Estudos

CoronaShock 03_Web Feature

CoronaChoque e socialismo

O surgimento da pandemia do novo coronavírus exacerbou e elucidou o abismo entre Estados socialistas e capitalistas.

4 de Agosto de 2020

Na África do Sul, militantes de movimentos populares falam em “política do sangue” para se referir aos contínuos assassinatos e outras formas de repressão. Este dossiê mostra como militantes de movimentos sociais e sindicalistas são alvo de repressão estatal, que se iniciou sob o apartheid e continuou sob o comando no Congresso Nacional Africano (CNA), o que nunca foi amplamente reconhecido fora dos círculos militantes.

7 de Julho de 2020

A chegada da covid-19 na região latino-americana e caribenha evidenciou e aprofundou a crise social e econômica sofrida os povos já há décadas. O aumento das políticas repressivas, a precarização trabalhista e a crise social são algumas das consequências deixadas pelo desenvolvimento de um modelo econômico que prioriza o capital sobre a vida, e que se desenvolve em paralelo à ofensiva do imperialismo estadunidense na região.

9 de Junho de 2020

No dossiê 29, argumentamos sobre a impossibilidade do retorno ao normal – especificamente nos sistemas de saúde da ordem burguesa. Ele está dividido em três partes: na primeira, examinamos o que a pandemia nos mostrou sobre o sistema de saúde; a segunda contém o resultado da conversa com profissionais da saúde, e por fim, traçamos uma agenda para um novo pacto da saúde a partir das demandas deste setor.

5 de Maio de 2020

Este dossiê sobre a pandemia se centra em três elementos principais: as características estruturais que deram lugar à crise atual (das políticas de austeridade à crescente onda de financeirização), as necessidades mais agudas e imediatas da classe trabalhadora e uma breve introdução à ideia de uma Renda Básica Universal (RBU) – incluindo algumas críticas ao conceito e algumas formas de afinar a maneira como a pensamos.

6 de Abril de 2020

O dossiê do mês de abril do Instituto Tricontinental apresenta o atual estágio da luta pela terra no Brasil, centrado na disputa pelo modelo agrícola entre o agronegócio e a agroecologia. Para isso, apresentamos o conceito da Reforma Agrária Popular, um conceito de reorganização fundiária que vai muito além da democratização do acesso à terra, mas traz os paradigmas de uma nova concepção de agricultura.

2 de Março de 2020

Este dossiê oferece uma brilhante introdução a vida e obra de Frantz Fanon, enfatizando a importância política contemporânea de seu humanismo radical, e assinalando que seu trabalho traz uma “irreprimível abertura ao universal” e um compromisso axiomático com o “reconhecimento da dimensão aberta de toda consciência”. Examina, em particular, a contribuição de Fanon como teórico da práxis comprometido em ir além da ordem ontológica e espacial da opressão e empreender uma forma de práxis insurgente e democrática na qual se desenvolve “uma corrente de edificação e enriquecimento recíproco” entre protagonistas de diferentes lugares sociais.

3 de Fevereiro de 2020

O movimento comunista indiano tem experimentado diversos formatos de policlínicas populares que oferecem atenção de saúde gratuita ou a baixo custo a qualquer pessoa. O epicentro dessa iniciativa está na região de idioma telugu, onde somente a Policlínica Popular de Nelore trata mil pacientes por dia a preços em média 40% menores que os cobrados pelos hospitais corporativos e formou mais de 500 médicos que dão atenção de saúde em toda a região. Nosso dossiê n. 25 do Instituto Tricontinental de Pesquisa Social se dedica a contar a história dessas policlínicas.

7 de Janeiro de 2020

Os dois termos que definem nossa época são “crise” e “protestos”; o primeiro é resultado de um sistema mundial que se esgotou, enquanto o segundo expressa um clamor pelo futuro. Nosso dossiê de janeiro se dedica a oferecer uma análise de conjuntura – em que pé está o mundo hoje? Iniciamos este ano com uma avaliação detalhada da austeridade, da ordem mundial bipolar, da exaustão do neoliberalismo e de um planeta de protesto.

3 de Dezembro de 2019

Para Colômbia e para os povos de Nuestra América, a paz assume uma complexidade que põe em tensão o conjunto do cenário político e é um eixo central da disputa entre o neoliberalismo e as aspirações populares. Neste novo dossiê do Instituto Tricontinental examinamos as causas estruturais do conflito social, político e armado colombiano e como o país se constituiu em um agente chave na disputa geopolítica regional a favor dos interesses dos EUA.

2 de Junho de 2020

Em meio à pandemia de Covid-19, o governo dos Estados Unidos dedicou fartos recursos para aumentar o ataque contra seus adversários  – principalmente contra a Venezuela – desde o aumento das sanções até uma invasão frustrada, passando pela ingerência em instituições internacionais como o FMI. Este estudo analisa profundamente a guerra híbrida liderada pelos EUA contra a Venezuela, desmascarando as falsas narrativas criadas para apoiar esse ataque.

5 de Março de 2020

Vivemos numa época em que trabalhadoras e trabalhadores enfrentam golpes esmagadores da política neoliberal e buscam resistir a estes impactos. As mulheres são as primeiras a sentir os efeitos da crise econômica, com a precarização do trabalho, aumento da informalidade e salários mais baixos.

O que começou como uma disputa comercial na década de 1990 agora tornou-se em um desafio existencial dos EUA contra a China. A ameaça se dá por razões perfeitamente racionais: os EUA vê corretamente a economia chinesa se tornar lentamente a maior do mundo; os EUA entende que a China em breve produzirá a tecnologia mais avançada. Diversas técnicas de guerra híbrida para enfraquecer ou derrocar governos não se aplicam à China. Os únicos meios à disposição dos EUA para manter seus poder, assustadoramente, é a força armada.
Quando realmente, de forma urgente e desesperada, o povo precisa dizer algo, ele não espera pelos designers. O povo segue em frente, produzindo cartazes e panfletos da melhor maneira que podem – às vezes com resultados espetaculares. No processo, alguns também se tornam designers, orgânicos em seus movimentos, comunidades e contextos. As obras da Exposição de Cartazes Anti-imperialistas II: Neoliberalismo variam desde as criadas por designers profissionais até as feitas por artistas autodidatas, ativistas sem prática formal ou estreantes.
No início da noite de 4 de agosto, um incêndio se iniciou no Armazém 12 do Porto de Beirute, Líbano. Uma explosão demoliu o porto imediatamente; a onda de pressão teve um alcance de um raio cerca de 15 quilômetros. O que havia explodido não era um navio com armas ou fogos de artifício ou um míssil, mas um prédio que abrigava 2. 750 toneladas de nitrato de amônio, que estava armazenado negligentemente em um armazém portuário desde novembro de 2013. Mais de 19 funcionários do governo foram presos, incluindo o diretor do Porto de Beirute e o diretor da alfândega.
Entrevistamos Pavel Égüez – pintor e muralista latino americano – em seu segundo mês de quarentena e conversamos sobre a situação no Equador e sua nova série de pinturas, Cuarentena. Ele convoca os artistas a refletir e participar nas lutas do povo – uma vez que seus movimentos sociais e políticos podem fornecer “a tese do futuro”. Ele compartilhou com a gente não só o que significa permanecer vivo nestes tempos,  mas permanecer humano.
José Carlos Mariátegui (1894-1930) é um dos mais importantes intelectuais marxistas e militantes comunistas na América Latina. Ele levou o marxismo a um profundo e desafiador diálogo com as condições concretas da vida social da América Latina – especificamente andina; e ele desenvolveu fundamentos éticos para o crescimento da política comunista. Esse volume, produzido por seis editoras em seis diferentes línguas, reúne três textos de Mariátegui juntamente com um ensaio de Florestan Fernandes (1920-1995) e um prefácio preparado pelo coletivo da Escola José Carlos Mariátegui, na Argentina.
Este Alerta Vermelho é um documento para explicar fatos fundamentais sobre o vírus e seus antídotos. Foi produzido a partir da consulta à cientistas e especialistas.