A Amazônia – que possui um quinto da água doce do planeta, uma imensa biodiversidade e muitas comunidades indígenas e quilombolas – está cada vez mais ameaçada por uma invasão do capital no governo brasileiro de Jair Bolsonaro. Na Venezuela, o ataque à soberania nacional continua, enquanto se leva a cabo uma campanha orquestrada de sabotagem cibernética para cortar a eletricidade e o abastecimento de água dentro do país. Enquanto isso, na Índia, as próximas eleições presidenciais oferecem uma oportunidade para decidir entre a continuidade da direita ou mudar o rumo em direção a um futuro melhor, um como o que nos mostra o governo de esquerda do estado de Kerala, ao sul do país. Nesse mundo melhor de Kerala, as escolas estão bem financiadas e são de boa qualidade, acessíveis tanto para meninas como para meninos, em grande contraste com a situação educacional do restante do país.

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Nas Ruínas do Presente é apresentado os desafios que são postos pela globalização e o que estes desafios produzem em nossa sociedade. A primeira tentativa de resolver os problemas da globalização foi o neoliberalismo. Falhou. Em seguida veio o populismo cruel, que se expressa em termos estreitos e odiosos. Ele também falhará. A esquerda está fraca – diluída pela globalização. A necessidade do momento é a recomposição da esquerda, para que se torne uma força vital para uma humanidade frágil.

Globalização e sua alternativa expõe a avaliação de Samir Amin do conceito de globalização, bem como seu conceito de “desvinculação”; isto é, para o Terceiro Mundo forçar o imperialismo a aceitar suas condições e a ser capaz de conduzir sua própria política. A perspectiva de Amin nos ajuda a entender a atual crise do capitalismo e a imaginar um mundo baseado em uma agenda do povo, multipolar e internacionalista, ao invés de um mundo impulsionado pelo capital global.

Como a maior floresta tropical do mundo, a área mais rica em minerais e a principal reserva biogenética do planeta, a Amazônia está entre os territórios mais desejados pelo capital global. À medida que o ataque contra a Amazônia avança sob o governo de direita de Jair Bolsonaro, analisamos o avanço do capital na região, fornecendo uma visão do âmbito internacional e nacional dos projetos de mineração e agronegócio, conflitos agrários e a devastação da biodiversidade, bem como como os desafios que enfrentam os povos.