Estados Unidos rejeitam qualquer congelamento na venda de armas à Arábia Saudita, apesar do bombardeio do país ao Iêmen, e apesar do recente assassinato do jornalista Jamal Khashoggi. A moralidade não desempenha nenhum papel aqui. No Brasil, a ameaça de um governo autoritário paira sobre a extrema direita com Bolsonaro liderando nas pesquisas. À medida que as tentativas de projetos da burguesia varrem o globo, também projetos do povo, liderados pela bravura e resistência de movimentos como #EleNão (Brasil) e Abahlali baseMjondolo (África do Sul). Para mais, leia nossa carta semanal.

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Durante o verão de 2018, o estado indiano de Kerala foi atingido por fortes chuvas e inundações – as mais intensas em quase um século – afetando 5,4 milhões de pessoas. O que se seguiu foi um dos esforços mais bem-sucedidos de resgate e socorro na história da Índia. Este dossiê conta a história da notável maneira pela qual o povo de Kerala, liderado pelo governo da Frente Democrática da Esquerda, poderosas organizações de massas e redes comunitárias, respondeu à crise, lutando contra os obstáculos colocados pela extrema direita RSS-BJP, que dirige o governo federal.

Nos dias 6 e 7 de julho, um estado de insurreição geral tomou todo o Haiti, em resposta à tentativa de aumentar o preço dos combustíveis pelo FMI e pelo governo nacional. Milhares de pessoas foram às ruas. O governo voltou atrás rapidamente sobre o aumento de preços. Mas os protestos não terminaram. Mais estava em jogo. O povo fez exigências muito mais ousadas. O nosso dossiê faz um balanço dos eventos que ocorreram neste verão no Haiti e em seu significado de longo prazo.

Não se pode olhar para Trump e suas políticas isoladamente da crise das “guerras comerciais”. Trump prometeu “tornar a América grande de novo”. Ele quer resolver a crise nos EUA causada pelo neoliberalismo sem violar sua característica central, que é a livre mobilidade global das finanças. No InstitutoTricontinental de Pesquisa Social, nos perguntamos sobre a natureza essencial dessas “guerras comerciais” que surgiram entre os principais aliados. Nós nos voltamos para Prabhat Patnaik, professor emérito da Universidade Jawaharlal Nehru (JNU) em Nova Delhi (Índia), para obter assistência.