Mais de sete milhões de caxemires continuam sufocados pelo governo indiano. O toque de recolher que entrou em vigor em 5 de agosto continua. A mídia não pode entrar no Estado para registrar a situação. Apesar da produção de um estado de medo, pessoas corajosas saíram às ruas para protestar. Enquanto isso, em 12 de setembro, milhares de pessoas saíram às ruas do Sudão para pedir a renúncia do chefe de justiça e do procurador-geral. Eles disseram que querem um governo com um caráter mais civilizado. Diante da determinação e resistência heróica dos protestos em massa e do apoio de oficiais subalternos, a junta militar teve que ceder e fazer compromissos. As forças armadas não estão preparadas para esmagar completamente o movimento, porque muitos oficiais de baixa patente, não comissionados, se solidarizam com os objetivos das mobilizações. Isso não significa que os militares não usaram violência. Usaram. Mas a aliança tem sido resiliente. Para eles, o processo revolucionário não terminou.

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Nas Ruínas do Presente é apresentado os desafios que são postos pela globalização e o que estes desafios produzem em nossa sociedade. A primeira tentativa de resolver os problemas da globalização foi o neoliberalismo. Falhou. Em seguida veio o populismo cruel, que se expressa em termos estreitos e odiosos. Ele também falhará. A esquerda está fraca – diluída pela globalização. A necessidade do momento é a recomposição da esquerda, para que se torne uma força vital para uma humanidade frágil.

Globalização e sua alternativa expõe a avaliação de Samir Amin do conceito de globalização, bem como seu conceito de “desvinculação”; isto é, para o Terceiro Mundo forçar o imperialismo a aceitar suas condições e a ser capaz de conduzir sua própria política. A perspectiva de Amin nos ajuda a entender a atual crise do capitalismo e a imaginar um mundo baseado em uma agenda do povo, multipolar e internacionalista, ao invés de um mundo impulsionado pelo capital global.

Matérias primas minerais são necessárias em nossas vidas, mas quando essa vida se vê ameaçada por essas necessidades estruturais, é hora de começar a fazer perguntas. Por que 60% das empresas de mineração possuem suas sedes no Canadá? Nesse apontamento, damos detalhes financeiros de dez empresas mineradoras canadenses. Dados que se transformam em crimes corporativos quando lidos juntos com as mais horrendas violações cometidas – globalmente – por essas corporações. A acumulação de riquezas baseia-se em uma perversa indiferença à vida humana.

Em 19 de dezembro de 2018, uma revolta começou no Sudão. Esse levante culminou com a queda do presidente do Sudão – Omar al-Bashir – em 11 de abril de 2019. O Exército realizou um golpe militar conservador para abortar a maré revolucionária e manter as mesmas políticas antigas.

O Sindicato de Trabalhadores Industriais e Comerciais (STIC) – não só uma agremiação, mas um movimento de camponeses e posseiros urbanos – foi formado nas docas da Cidade do Cabo em 1919. Em uma década, o STIC se expandiu pela África austral sem obedecer as fronteiras nacionais e contava com pessoas de diferentes países africanos e do Caribe em sua liderança, bem como indianos. A grande e esquecida história do STIC deve ser recuperada em um momento de escalada do chauvinismo e da xenofobia. Nosso dossiê nº 20 traz uma introdução à história desse extraordinário movimento popular.

As crises eclodem no mundo em grande velocidade. É difícil se manter atualizado em relação aos acontecimentos, e mais difícil ainda desenvolver uma perspectiva histórica e crítica a respeito deles. Nossa série Alerta Vermelho oferece uma breve análise em duas páginas sobre crises importantes da atualidade. O primeiro é sobre a Caxemira.

A frustração com a resiliência do Irã e seus laços com a China e a Rússia pressionaram os aliados regionais dos EUA – e os próprios EUA – a renovar ameaças contra o Irã. A guerra híbrida contra o país persa inclui sanções econômicas, sabotagem e assassinatos, além de uma guerra de informação. Para romper a barreira informacional, o Instituto Tricontinental de Pesquisa Social entrevistou o professor Mohammed Marandi, da Universidade de Teerã. Esta conversa concentra-se na política unilateral de sanções dos EUA, na resiliência do Irã e nas relações iranianas com a China e a Rússia.

Diante das crescentes políticas neoliberais, o movimento da classe trabalhadora na Índia realizou grandes greves gerais. Nosso 18º dossiê  traz uma entrevista com K Hemalata, presidenta da Central de Sindicatos Indianos – discute a estrutura da força de trabalho indiana, os desafios diante do movimento sindical e a militância operária.

As guerras híbridas ocorrem na América Latina e os modos de dominação e de intervenção imperial se transformam. O novo dossiê do Instituto Tricontinental de Pesquisa Social traz uma reflexão sobre as distintas dimensões da guerra híbrida que recai sobre a Venezuela e as razões que a instigam; também aborda outras experiências latino-americanas recentes onde se aplicam ou se aplicaram táticas similares, com o objetivo de contribuir para o debate sobre os modos de dominação que acompanham a ofensiva neoliberal e imperial atualmente na América Latina.