A ataque antidemocrático ao povo da Caxemira acontece ao mesmo tempo em que o povo da Argentina votou em sua primária para afirmar categoricamente que está farto da política de austeridade. Imaginar a história como uma linha linear que se move em uma direção progressiva é desconcertantemente incorreto. É romântico acreditar que a história é conservadoramente circular – de modo que a mudança é fundamentalmente impossível – ou que a história é progressivamente linear – de modo que tudo melhora de maneira científica. Nenhuma dessas visões são plausíveis. A história humana é uma luta entre a imaginação por uma vida melhor e as restrições do presente. A história pode se mover em zigue-zagues, mas em termos temporais ela é um quebra-cabeça. Um grande número de eventos significativos parece nos atingir em frequências cada vez mais rápidas. É difícil acompanhar as notícias, quanto mais seguir o que está acontecendo em cada país. Para fornecer um mapa modesto para navegar em alguns desses eventos, o Instituto Tricontinental de Pesquisa Social produzirá um Alerta Vermelho regular – uma breve avaliação de duas páginas das principais crises que podem ser facilmente impressas e distribuídas. O primeiro – que está nesta carta semanal – é sobre a Caxemira.

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Nas Ruínas do Presente é apresentado os desafios que são postos pela globalização e o que estes desafios produzem em nossa sociedade. A primeira tentativa de resolver os problemas da globalização foi o neoliberalismo. Falhou. Em seguida veio o populismo cruel, que se expressa em termos estreitos e odiosos. Ele também falhará. A esquerda está fraca – diluída pela globalização. A necessidade do momento é a recomposição da esquerda, para que se torne uma força vital para uma humanidade frágil.

Globalização e sua alternativa expõe a avaliação de Samir Amin do conceito de globalização, bem como seu conceito de “desvinculação”; isto é, para o Terceiro Mundo forçar o imperialismo a aceitar suas condições e a ser capaz de conduzir sua própria política. A perspectiva de Amin nos ajuda a entender a atual crise do capitalismo e a imaginar um mundo baseado em uma agenda do povo, multipolar e internacionalista, ao invés de um mundo impulsionado pelo capital global.

Matérias primas minerais são necessárias em nossas vidas, mas quando essa vida se vê ameaçada por essas necessidades estruturais, é hora de começar a fazer perguntas. Por que 60% das empresas de mineração possuem suas sedes no Canadá? Nesse apontamento, damos detalhes financeiros de dez empresas mineradoras canadenses. Dados que se transformam em crimes corporativos quando lidos juntos com as mais horrendas violações cometidas – globalmente – por essas corporações. A acumulação de riquezas baseia-se em uma perversa indiferença à vida humana.

As crises eclodem no mundo em grande velocidade. É difícil se manter atualizado em relação aos acontecimentos, e mais difícil ainda desenvolver uma perspectiva histórica e crítica a respeito deles. Nossa série Alerta Vermelho oferece uma breve análise em duas páginas sobre crises importantes da atualidade. O primeiro é sobre a Caxemira.

A frustração com a resiliência do Irã e seus laços com a China e a Rússia pressionaram os aliados regionais dos EUA – e os próprios EUA – a renovar ameaças contra o Irã. A guerra híbrida contra o país persa inclui sanções econômicas, sabotagem e assassinatos, além de uma guerra de informação. Para romper a barreira informacional, o Instituto Tricontinental de Pesquisa Social entrevistou o professor Mohammed Marandi, da Universidade de Teerã. Esta conversa concentra-se na política unilateral de sanções dos EUA, na resiliência do Irã e nas relações iranianas com a China e a Rússia.

Diante das crescentes políticas neoliberais, o movimento da classe trabalhadora na Índia realizou grandes greves gerais. Nosso 18º dossiê  traz uma entrevista com K Hemalata, presidenta da Central de Sindicatos Indianos – discute a estrutura da força de trabalho indiana, os desafios diante do movimento sindical e a militância operária.

As guerras híbridas ocorrem na América Latina e os modos de dominação e de intervenção imperial se transformam. O novo dossiê do Instituto Tricontinental de Pesquisa Social traz uma reflexão sobre as distintas dimensões da guerra híbrida que recai sobre a Venezuela e as razões que a instigam; também aborda outras experiências latino-americanas recentes onde se aplicam ou se aplicaram táticas similares, com o objetivo de contribuir para o debate sobre os modos de dominação que acompanham a ofensiva neoliberal e imperial atualmente na América Latina.

A moderna economia global, essencialmente, garante a contínua espoliação de lucros e ativos naturais de países ricos em recursos, mas pobres em capital, facilitando o enriquecimento da elite econômica global e das Corporações Transnacionais, às custas dos países em desenvolvimento. Para elaborar os temas de pilhagem corporativa, nacionalismo de recursos e formas de gestão de recursos centradas nas pessoas, o Instituto Tricontinental de Pesquisa Social conversou com Gyekye Tanoh, chefe da Unidade de Economia Política na Rede do Terceiro Mundo-África com sede em Acra (Gana).

Este dossiê traça a História da produção gráfica na Cuba pós-revolucionária, particularmente por meio da OSPAAAL. Cuba, que havia sido a queridinha do imperialismo estadunidense, buscou seu próprio caminho rumo ao socialismo. Entre as heranças obtidas pela revolução estavam bem desenvolvidos meios de comunicação de massa, com mão de obra treinada nos EUA. Do dia para a noite, esses especialistas e estudantes de arte se tornariam os artistas gráficos da Revolução Cubana. Assim como esses artistas, é imperativo que os trabalhadores da cultura, hoje, aproveitem seus conhecimentos para que sonhemos e possamos construir um mundo que não seja apenas possível, mas necessário.