AMLO inicia seu mandato presidencial no México enfrentando anos de políticas neoliberais, políticas moldadas por instituições como o FMI e o Banco Mundial, que felicitaram a venda dos ativos mexicanos, tido como um modelo. Quando manifestantes contestaram essa agenda – como recentemente na reunião do G20 em Buenos Aires – a resposta dos líderes veio na forma de gás lacrimogênio. Enquanto isso, dezenas de milhares de agricultores e simpatizantes marcharam por Deli para exigir uma sessão parlamentar para resolver a crise agrária.

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Nas Ruínas do Presente é apresentado os desafios que são postos pela globalização e o que estes desafios produzem em nossa sociedade. A primeira tentativa de resolver os problemas da globalização foi o neoliberalismo. Falhou. Em seguida veio o populismo cruel, que se expressa em termos estreitos e odiosos. Ele também falhará. A esquerda está fraca – diluída pela globalização. A necessidade do momento é a recomposição da esquerda, para que se torne uma força vital para uma humanidade frágil.

Globalização e sua alternativa expõe a avaliação de Samir Amin do conceito de globalização, bem como seu conceito de “desvinculação”; isto é, para o Terceiro Mundo forçar o imperialismo a aceitar suas condições e a ser capaz de conduzir sua própria política. A perspectiva de Amin nos ajuda a entender a atual crise do capitalismo e a imaginar um mundo baseado em uma agenda do povo, multipolar e internacionalista, ao invés de um mundo impulsionado pelo capital global.

Por seis meses, a Argentina vem sofrendo com uma nova crise econômica e social de larga escala. Em uma conjuntura de desvalorização da moeda local, crescente inflação e uma profunda recessão, a administração de Macri fechou um acordo com o FMI, marcando uma importante mudança para o futuro do país. O acordo corta gastos públicos e priorizam o pagamento da dívida, entre outras medidas. Este dossiê examina as diferentes dimensões da crise, as disputas abertas e as possibilidades para o futuro imediato.