A Pesquisa das Juventudes em Periferias Urbanas tem como objetivo entender a participação política dessa juventude para indicar métodos organizativos que possam elevar seu engajamento no movimento político, a partir das experiências encontradas nas periferias. Pesquisadores responsáveis: Stella Parteniani e Lauro Carvalho.


A greve dos entregadores de aplicativos talvez tenha sido um dos momentos de maior destaque em 2020, quando olhamos as novas formas de organização dos trabalhadores. Apesar de recorrerem a uma prática já bastante conhecida, a greve, os entregadores de aplicativos inovaram na forma de articulação e nos sujeitos que estão envolvidos no processo.


Diferentemente da “solidariedade S.A.”, a solidariedade popular é formada e estruturada a partir de relações participativas: todos os envolvidos acrescentam, produzem e constroem esse processo. Reconhecer e resgatar essa solidariedade popular é apostar na infinita capacidade de ação, superação e criação do povo para seguir produzindo e reconstruindo o Brasil que queremos.


Estamos vendo que para boa parte da população ficar em casa não tem sido uma possibilidade. A melhor forma de combater o CoronaChoque é por meio de medidas que restabeleçam direitos e que garantam auxílios substanciais para o povo, restabelecendo postos no mercado de trabalho e retomando o desenvolvimento.


As periferias no Brasil são definidas e marcadas pelo racismo estrutural e por uma relação intrínseca entre raça e classe. Os impactos da pandemia escancaram esses marcadores e produtores de desigualdade, com as altas taxas de letalidade concentradas na região Norte do Brasil, nas periferias de regiões metropolitanas, em cidades pequenas com pouco acesso à infraestrutura e nas prisões.