Conflitos, crises e lutas aparecem na mídia sem muito contexto. Isso por dois motivos. Primeiro, a compressão do espaço – a brevidade de um jornal ou da história de 300 palavras da mídia impressa – impede que qualquer contexto amplo seja oferecido a um público leitor que talvez não saiba como avaliar um conflito, uma crise ou uma luta. Em segundo lugar, a ideologia da classe dominante é aquela que prossegue com a premissa de que muita profundidade daria às pessoas muita compreensão de como o mundo funciona. É melhor ter uma “mídia livre” que apenas explore o superficial, se é que ela relata uma história. Noticiários rasos saturados com implicações ideológicas corrosivas é o que oferecem, particularmente quando ocorre uma crise. Os eventos aparecem como uma crise repentina sem histórico.

A partir do Tricontinental, a cada mês, vamos produzir um breve dossiê sobre um evento atual que acreditamos que requer alguma elaboração. Esses dossiês fornecerão uma breve história antiimperialista da crise, oferecerão entrevistas com os principais especialistas da região e sobre o assunto em questão e fornecerão histórias humanas das pessoas que estão no centro da crise.

Para sugerir crises que precisam ser elaboradas ou oferecer informações, bem como histórias para esses eventos, entre em contato conosco pelo [email protected].

 


Este dossiê traça a História da produção gráfica na Cuba pós-revolucionária, particularmente por meio da OSPAAAL. Cuba, que havia sido a queridinha do imperialismo estadunidense, buscou seu próprio caminho rumo ao socialismo. Entre as heranças obtidas pela revolução estavam bem desenvolvidos meios de comunicação de massa, com mão de obra treinada nos EUA. Do dia para a noite, esses especialistas e estudantes de arte se tornariam os artistas gráficos da Revolução Cubana. Assim como esses artistas, é imperativo que os trabalhadores da cultura, hoje, aproveitem seus conhecimentos para que sonhemos e possamos construir um mundo que não seja apenas possível, mas necessário.


Como a maior floresta tropical do mundo, a área mais rica em minerais e a principal reserva biogenética do planeta, a Amazônia está entre os territórios mais desejados pelo capital global. À medida que o ataque contra a Amazônia avança sob o governo de direita de Jair Bolsonaro, analisamos o avanço do capital na região, fornecendo uma visão do âmbito internacional e nacional dos projetos de mineração e agronegócio, conflitos agrários e a devastação da biodiversidade, bem como como os desafios que enfrentam os povos.