Conflitos, crises e lutas aparecem na mídia sem muito contexto. Isso por dois motivos. Primeiro, a compressão do espaço – a brevidade de um jornal ou da história de 300 palavras da mídia impressa – impede que qualquer contexto amplo seja oferecido a um público leitor que talvez não saiba como avaliar um conflito, uma crise ou uma luta. Em segundo lugar, a ideologia da classe dominante é aquela que prossegue com a premissa de que muita profundidade daria às pessoas muita compreensão de como o mundo funciona. É melhor ter uma “mídia livre” que apenas explore o superficial, se é que ela relata uma história. Noticiários rasos saturados com implicações ideológicas corrosivas é o que oferecem, particularmente quando ocorre uma crise. Os eventos aparecem como uma crise repentina sem histórico.

A partir do Tricontinental, a cada mês, vamos produzir um breve dossiê sobre um evento atual que acreditamos que requer alguma elaboração. Esses dossiês fornecerão uma breve história antiimperialista da crise, oferecerão entrevistas com os principais especialistas da região e sobre o assunto em questão e fornecerão histórias humanas das pessoas que estão no centro da crise.

Para sugerir crises que precisam ser elaboradas ou oferecer informações, bem como histórias para esses eventos, entre em contato conosco pelo contact@thetricontinental.org.

 


O dossiê n. 32 fornece uma breve introdução à história do movimento comunista na Índia, que completa 100 anos no dia 17 de Outubro de 2020. Fundado por lutadores pela liberdade inspirados pela Revolução de Outubro de 1917, o movimento comunista indiano possui uma história gloriosa de lutas e conquistas. Os comunistas indianos têm lutado incansavelmente pelos direitos dos trabalhadores e mostram a possibilidade de um futuro sem exploração dos seres humanos pelos seres humanos.


Na África do Sul, militantes de movimentos populares falam em “política do sangue” para se referir aos contínuos assassinatos e outras formas de repressão. Este dossiê mostra como militantes de movimentos sociais e sindicalistas são alvo de repressão estatal, que se iniciou sob o apartheid e continuou sob o comando no Congresso Nacional Africano (CNA), o que nunca foi amplamente reconhecido fora dos círculos militantes.


A chegada da covid-19 na região latino-americana e caribenha evidenciou e aprofundou a crise social e econômica sofrida os povos já há décadas. O aumento das políticas repressivas, a precarização trabalhista e a crise social são algumas das consequências deixadas pelo desenvolvimento de um modelo econômico que prioriza o capital sobre a vida, e que se desenvolve em paralelo à ofensiva do imperialismo estadunidense na região.


No dossiê 29, argumentamos sobre a impossibilidade do retorno ao normal – especificamente nos sistemas de saúde da ordem burguesa. Ele está dividido em três partes: na primeira, examinamos o que a pandemia nos mostrou sobre o sistema de saúde; a segunda contém o resultado da conversa com profissionais da saúde, e por fim, traçamos uma agenda para um novo pacto da saúde a partir das demandas deste setor.


Este dossiê sobre a pandemia se centra em três elementos principais: as características estruturais que deram lugar à crise atual (das políticas de austeridade à crescente onda de financeirização), as necessidades mais agudas e imediatas da classe trabalhadora e uma breve introdução à ideia de uma Renda Básica Universal (RBU) – incluindo algumas críticas ao conceito e algumas formas de afinar a maneira como a pensamos.