Conflitos, crises e lutas aparecem na mídia sem muito contexto. Isso por dois motivos. Primeiro, a compressão do espaço – a brevidade de um jornal ou da história de 300 palavras da mídia impressa – impede que qualquer contexto amplo seja oferecido a um público leitor que talvez não saiba como avaliar um conflito, uma crise ou uma luta. Em segundo lugar, a ideologia da classe dominante é aquela que prossegue com a premissa de que muita profundidade daria às pessoas muita compreensão de como o mundo funciona. É melhor ter uma “mídia livre” que apenas explore o superficial, se é que ela relata uma história. Noticiários rasos saturados com implicações ideológicas corrosivas é o que oferecem, particularmente quando ocorre uma crise. Os eventos aparecem como uma crise repentina sem histórico.

A partir do Tricontinental, a cada mês, vamos produzir um breve dossiê sobre um evento atual que acreditamos que requer alguma elaboração. Esses dossiês fornecerão uma breve história antiimperialista da crise, oferecerão entrevistas com os principais especialistas da região e sobre o assunto em questão e fornecerão histórias humanas das pessoas que estão no centro da crise.

Para sugerir crises que precisam ser elaboradas ou oferecer informações, bem como histórias para esses eventos, entre em contato conosco pelo [email protected].

 


A moderna economia global, essencialmente, garante a contínua espoliação de lucros e ativos naturais de países ricos em recursos, mas pobres em capital, facilitando o enriquecimento da elite econômica global e das Corporações Transnacionais, às custas dos países em desenvolvimento. Para elaborar os temas de pilhagem corporativa, nacionalismo de recursos e formas de gestão de recursos centradas nas pessoas, o Instituto Tricontinental de Pesquisa Social conversou com Gyekye Tanoh, chefe da Unidade de Economia Política na Rede do Terceiro Mundo-África com sede em Acra (Gana).