Conflitos, crises e lutas aparecem na mídia sem muito contexto. Isso por dois motivos. Primeiro, a compressão do espaço – a brevidade de um jornal ou da história de 300 palavras da mídia impressa – impede que qualquer contexto amplo seja oferecido a um público leitor que talvez não saiba como avaliar um conflito, uma crise ou uma luta. Em segundo lugar, a ideologia da classe dominante é aquela que prossegue com a premissa de que muita profundidade daria às pessoas muita compreensão de como o mundo funciona. É melhor ter uma “mídia livre” que apenas explore o superficial, se é que ela relata uma história. Noticiários rasos saturados com implicações ideológicas corrosivas é o que oferecem, particularmente quando ocorre uma crise. Os eventos aparecem como uma crise repentina sem histórico.

A partir do Tricontinental, a cada mês, vamos produzir um breve dossiê sobre um evento atual que acreditamos que requer alguma elaboração. Esses dossiês fornecerão uma breve história antiimperialista da crise, oferecerão entrevistas com os principais especialistas da região e sobre o assunto em questão e fornecerão histórias humanas das pessoas que estão no centro da crise.

Para sugerir crises que precisam ser elaboradas ou oferecer informações, bem como histórias para esses eventos, entre em contato conosco pelo [email protected].

 


National Indigenous March, May 2016

Para Colômbia e para os povos de Nuestra América, a paz assume uma complexidade que põe em tensão o conjunto do cenário político e é um eixo central da disputa entre o neoliberalismo e as aspirações populares. Neste novo dossiê do Instituto Tricontinental examinamos as causas estruturais do conflito social, político e armado colombiano e como o país se constituiu em um agente chave na disputa geopolítica regional a favor dos interesses dos EUA.


O dossiê 22 nos apresenta os desafios que enfrentam os movimentos populares da América Latina e Caribe no contexto de uma nova avançada do imperialismo, da direita e dos projetos neoliberais na região. Essas políticas possuem efeitos graves para os povos e têm corroído a legitimidade dos governos que as impulsionam, desenvolvendo novos processos de luta popular e mobilizações, levantes, protestos e resistências. Nesse contexto, é necessário para o pensamento crítico latino-americano refletir sobre os métodos e a capacidade de promover uma subjetividade alternativa antineoliberal, antirracista, antipatriarcal e anticapitalista.