Conflitos, crises e lutas aparecem na mídia sem muito contexto. Isso por dois motivos. Primeiro, a compressão do espaço – a brevidade de um jornal ou da história de 300 palavras da mídia impressa – impede que qualquer contexto amplo seja oferecido a um público leitor que talvez não saiba como avaliar um conflito, uma crise ou uma luta. Em segundo lugar, a ideologia da classe dominante é aquela que prossegue com a premissa de que muita profundidade daria às pessoas muita compreensão de como o mundo funciona. É melhor ter uma “mídia livre” que apenas explore o superficial, se é que ela relata uma história. Noticiários rasos saturados com implicações ideológicas corrosivas é o que oferecem, particularmente quando ocorre uma crise. Os eventos aparecem como uma crise repentina sem histórico.

A partir do Tricontinental, a cada mês, vamos produzir um breve dossiê sobre um evento atual que acreditamos que requer alguma elaboração. Esses dossiês fornecerão uma breve história antiimperialista da crise, oferecerão entrevistas com os principais especialistas da região e sobre o assunto em questão e fornecerão histórias humanas das pessoas que estão no centro da crise.

Para sugerir crises que precisam ser elaboradas ou oferecer informações, bem como histórias para esses eventos, entre em contato conosco pelo [email protected].

 


A frustração com a resiliência do Irã e seus laços com a China e a Rússia pressionaram os aliados regionais dos EUA – e os próprios EUA – a renovar ameaças contra o Irã. A guerra híbrida contra o país persa inclui sanções econômicas, sabotagem e assassinatos, além de uma guerra de informação. Para romper a barreira informacional, o Instituto Tricontinental de Pesquisa Social entrevistou o professor Mohammed Marandi, da Universidade de Teerã. Esta conversa concentra-se na política unilateral de sanções dos EUA, na resiliência do Irã e nas relações iranianas com a China e a Rússia.


Diante das crescentes políticas neoliberais, o movimento da classe trabalhadora na Índia realizou grandes greves gerais. Nosso 18º dossiê  traz uma entrevista com K Hemalata, presidenta da Central de Sindicatos Indianos – discute a estrutura da força de trabalho indiana, os desafios diante do movimento sindical e a militância operária.