O capitalismo hoje não é como era há cinquenta anos. Muita coisa mudou incluindo o crescimento das cadeias globais de produção e a produção desarticulada, bem como da centralidade das finanças, dos direitos de propriedade intelectual e da economia digital. Nesse sentido, este campo de pesquisa se dedica a estudos sobre o imperialismo e os processos de financeirização, ofensiva neoliberal, reestruturação produtiva, espoliação dos bens naturais e acumulação predatória dos recursos estratégicos.


Observatório da Questão Agrária

As transnacionais do agronegócio e os bancos têm desenvolvido tecnologias para aprofundar o controle sobre a produção e os territórios, a chamada agricultura 4.0. A União Europeia pretende criar mecanismos para monitorar as operações de importações de produtos agrícolas oriundos de áreas de desmatamento. Paralelamente, empresas do agronegócio e do mercado financeiro criam fundos de investimento para desenvolvimento de projetos “sustentáveis”.


Nesta edição abordamos dois temas centrais: o aumento do preço dos alimentos, com especial atenção ao arroz, e o aumento das queimadas no Pantanal, que já atinge níveis históricos de destruição da fauna e da flora.


Observatório da Financeirização

Esta cartilha apresenta informações básicas sobre as oito empresas privadas de capital aberto que atuam no setor educacional, com o objetivo de compreender um pouco mais a dinâmica do capital em sua fase financeirizada e como ele se insere na educação brasileira.


Com a desaceleração da pandemia, o retorno das escolas se tornou a pauta central da conjuntura educacional brasileira. Pressão do setor privado, falta de apoio da sociedade, fragmentação e judicialização é o cenário que compõe este ambiente. Por outro lado, o ensino remoto segue precário. Sobrecarga de trabalho, falta de qualidade do ensino, evasão escolar, fome e violência se tornaram a marca deste processo.