Ao todo, foram produzidos 32 textos ao longo dos 40 dias em que recebemos as publicações de pessoas que atenderam ao nosso chamado, fecharam os olhos e ousaram pensar sobre o momento que estamos vivendo.


Esta crise, quando encarada como produto do capitalismo e sua lógica histórica, exige maior sensibilidade na compreensão do sistema de contradições deste modelo econômico incorporado no Brasil e na maioria do mundo, que visa o domínio social e ambiental constante, sempre desencadeando crises sucessivas e permanentes.


Uma reflexão moral sobre os comportamentos durante a pandemia precisa levar em consideração as condições em que a ação individual se realiza. Com certeza, é no mínimo discutível as prioridades e regras que os governos federais e estaduais estabeleceram para a reabertura das atividades sociais.


Por que nada será como antes?/Mano nada será como hoje/Que em um minuto que parei para ver a hora/Um menino foi baleado voltando da escola/E assim falou César:/Balas de borrachas nesse mundo matam/Até quem não tem mais direito a festa


Há muitas coisas que não sei lidar ainda/Por isso me angustio pelo medo/Acho que é de parar de negar o que penso durante o dia/Pois quando durmo, tudo volta em forma de sonhos deformados/Estranhos, excitantes e temerosos ao mesmo tempo/(Gozei no sonho e gozei no “real”).