E eu sigo dizendo, que sou kamikaze abençoado/Pois só cumpro o que a mim foi dado/Fardo leve carregado/Mas vocês com invenção/Se submetem à morte por uma falsa ideia de nação/O kamikaze não é só o que pilota/É o que anda à cavalo no asfalto/Que sobe o morro pra matar descontrolado.
Que em tempos de reclusão, não perde uma aglomeração


A pandemia do coronavírus atua como catalisador para a crise estrutural do capitalismo. Ao mesmo tempo em que as inconsistências do sistema vão se tornando insuperáveis, será a pandemia o evento que poderá permitir um realinhamento do sistema.


Coletivamente indicamos um novo ordenamento para a transição política no Brasil, mas não era mais a transição entre governos, e sim entre modelos. Era o momento de criar um novo código de justiça, novas formas de organizar o trabalho, a produção e a participação política.


O bolsonarismo é a expressão atual do fascismo brasileiro. Uma corrente política que encarna a função de cão de guarda dos interesses do capital financeiro e da burguesia imperialista. Trata-se de um instrumento para dar sobrevida ao capitalismo em meio a desintegração do estado liberal e a decadência econômica.


Para além de um “maluco”, Bolsonaro é um sujeito do discurso, atravessado por um contexto social que permite que ele diga o que diz. Atrás de toda voz de um locutor individual há um olhar que é coletivo. Ele resgata na memória discursiva as vozes de atores políticos que sustentaram e sustentam a disputa por uma determinada interpretação da realidade.